sábado, 18 de agosto de 2012
SEI LÁ FAZER POESIA
Sei lá fazer poesia,
É tanta coisa
Tão complexo.
Eu faço frases
Que se juntam
A frases
E vão descendo
Ou subindo
Se espalhando...
Pra ser poesia...
É tanta coisa...
IRENE MADEIRO
sábado, 11 de agosto de 2012
SE EU FOSSE TE ESPERAR...
Seu eu fosse te esperar
Quanto tempo esperaria?
Quantos sonhos,
Quantas luas,
Quantas vidas viveria?
Seu eu fosse te amar
Quanto tempo sofreria?
Quantos sonhos,
Quantas luas,
Quanta dor carregaria?
Seu eu fosse te querer...
Mas já te quero
Tanto e tanto.
Mas te amo?
Mas te espero?
Quem será que o diria?
IRENE MADEIRO
quinta-feira, 19 de julho de 2012
COM VOCÊ
eu me perco em sonhos
que só você pode gerar.
que nem o sol
pode me dar.
É que no teu rosto
eu vejo o céu,
o paraíso e o infinito.
E na tua presença
eu me vejo leve
e vejo o mundo
mais bonito.
IRENE MADEIRO
domingo, 15 de julho de 2012
DEPOIS DO SOL
e a mente
não conseguir descansar,
se a pele for seca
e uma terça
parte do mar secar,
vou querer uma sombra,
vou querer uma rede,
vou querer teu corpo
para me deitar,
vou querer tua boca,
vou querer teu beijo
para matar minha sede,
para me embalar.
IRENE MADEIRO
terça-feira, 10 de julho de 2012
ÂNGELA
as fadas,
os querubins...
Libélulas,
borboletas
e colibris...
Todos soltos,
todos juntos,
todos voando pelos jardins.
Ângela anjo,
Ângela fada ou querubim,
seja o que for
para ti Ângela,
neste dia,
o meu amor,
muitos beijos
e os desejos,
aqueles todos,
de...
alegrias,
fantasias,
liberdades,
verdades,
realizações,
imaginações...
Tudo,
tudo
é pouco
para ti,
anjo,
fada,
colibri.
IRENE MADEIRO
sábado, 30 de junho de 2012
SE ATROPELAM
As pessoas se atropelam
Em plena avenida central
Ou lateral ou desigual
Nos becos e tortuosas ruas.
Se atropelam e não vêem
Em si o sangue
Vermelho, vivo e quente
Do outro, em sua pele, roupa e vida.
Atropelam os pensamentos
Se esmigalham pelas salas
E quartos e cozinhas e corredores
E não há réstia de um só fiapo
Da molécula do que pensa o outro, em si.
Atropelam os sentimentos
E não importa, se se sente
Se se vive, se se mente
Para si e para os outros.
Atropelam e atropelam as palavras
Que levadas são pelo vento
Para os desertos onde vivem sem respostas.
IRENE MADEIRO
quarta-feira, 27 de junho de 2012
SENSÍVEL
Sensível,
o rosto das rosas
mostra a beleza e o perfume
em poesias e prosas,
que voam no vento.
Sensível,
IRENE MADEIRO
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